publicado 11/07/2010 as 02:11
“Vai e desce à casa do oleiro, e ali te farei
ouvir minha palavra” (Jr 18,2)
Durante um ano e meio em que esteve
conosco sempre que era pedido ao irmão Antonio para fazer uma reflexão com a
comunidade, ele dizia “nós precisamos ser como a argila nas mãos do Senhor para
que Ele possa nos moldar”, fazendo referência ao texto do profeta Jeremias. Acompanhando
a caminhada do irmão, percebemos que Moçambique foi para ele a casa do oleiro,
onde o Senhor em sua bondade e paciência, foi moldando sua vida. O irmão que
chegou em Moçambique no dia 18 de fevereiro de 2009 já não é mais o mesmo que
volta ao Brasil no dia 6 de julho de 2010. Somos testemunhas de que muitas
coisas mudaram em sua vida, pois ele se deixou modelar pelo Senhor que também
usou para isso, a realidade local.
Na sede da missão o irmão organizou a
casa que tomou cara nova, orientou os trabalhadores, atendimento acolhedor ao
povo, braço direito do econômo local, fez parte da comissão instaladora da
rádio Monte Gilé, implantou a Infância Missionária, Leigos Claretianos,
dinamizou a catequese, etc. O que mais impressionou a todos era o carinho e o
cuidado que ele teve com os irmãos de comunidade. Lembramos com carinhos quando
voltavamos das visitas às comunidades e encontrávamos a mesa preparada com algo
para comer e beber. Ele proporcionou momentos de verdadeira comunhão entre os
missionários. Sua caminhada predileta era da casa ao galinheiro que o fazia
recordar Juquitiba. Somos testemunha de que o irmão viveu intensamente cada dia
que o Senhor concedia a ele.
Sabemos que a vinda do irmão foi
fruto de uma experiência de Deus que este fez no cemitério onde estão
enterrados os nossos missionários, muitos que deixaram suas Pátrias para o
serviço missionário da Palavra no Brasil. E este pensava “se esses missionários
deixaram suas terras e vieram para cá eu também posso deixar a minha para ir
aonde o Senhor me enviar”. E o Senhor o enviou a Moçambique. Ele não foi muito
recomendado pelos médicos para que viesse, mas essa experiência o impulsionava
e ele veio… No dia 16 de junho, durante a reunião comunitária ele expôs sua
situação de saúde, após ter pego duas malárias e a comunidade, em diálogo com o
Provincial, achou por bem que ele retornasse ao Brasil para cuidar de sua
saúde, pois sabemos que aqui é muito precário os recursos e atendimento.
Percebemos que foi muito dolorido tanto para ele quanto para a comunidade que
ficamos a partida do irmão, mas agora ele será o missionário claretianos de
Moçambique estando no Brasil. Ele leva consigo muitos rostos e muitas
experiências vividas aqui. Ele é o primeiro missionário que retorna depois de
exercer seu ministério aqui em Moçambique. Cremos que será uma grande riqueza
ai para o Brasil, pois é alguém que passou e viveu aqui em Moçambique e conhece
a realidade.
Com tudo isso, somos imensamente
gratos a Deus e a Congregação pela vida, disponibilidade e doação do irmão
Antonio. A você nosso querido irmão, muitissimo obrigado por tudo o que você
proporcionou que vivessemos ao longo do tempo em que esteve em nosso meio. Fica
com o nosso carinho, amizade e orações. E que o Senhor, o bom oleiro, continue
moldando a sua vida e que o espírito do nosso Fundador o impulsione cada vez
mais.
Missionários
Claretianos em Moçambique.
Missionários Claretianos em Moçambique
Gurué - Moçambique
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