Serviço Bíblico
Domingo, 15 de fevereiro de 2009
Santos do Dia: Ágape de Terni (virgem, mártir), Cláudio de la Colombière (jesuíta), Craton e Companheiros (mártires de Roma), Decoroso de Capua (bispo), Eusébio de Aschia (eremita), Euseus de Serravalle (eremita), Fausto de Glanfeuil (monge), Geórgia de Clermont (virgem), José de Antioquia (diácono, mártir), Quinídio de Vaison (bispo), Sigfrido de Wexlow (monge, bispo), Tanco de Werden (monge, bispo, mártir), Walfrido della Gheradesca (abade), Winaman, Unaman e Sunaman (monges de Wexlow, mártires).
Primeira Leitura: Levítico 13, 1-2. 44-46
O leproso deve ficar isolado e morar fora do acampamento.
Salmo Responsorial: Sl 31(32), 1-2. 5. 11 (R. 7)
Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.
Segunda Leitura: 1Coríntios 10,31 – 11,1
Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.
Evangelho: Marcos 1, 40-45
A lepra desapareceu e o homem ficou curado.
A passagem do livro do Levítico é extraído das leis de pureza, e mais especialmente das que concernem ao tratamento da lepra. Chamava-se de lepra a maior parte das doenças de pele. Estas concepções testemunham uma mentalidade muito primitiva, inclusive supersticiosa, acomodada às ideias que os sacerdotes posteriores ao exílio tinham da pureza. Será necessário que o medo da impureza tenha surgido depois do exílio, para que se vão buscar no fundo supersticioso do Oriente as prescrições que, inclusive na legislação anterior, não se havia crido necessário recordar.
Uma das ideias fundamentais de Paulo é a unidade de cada um com Cristo realizada pela Eucaristia. O sangue é a aliança, quer dizer, a vida comum entre Deus e o ser humano. Portanto, o pão e o vinho são comunhão com Deus; e esta palavra “comunhão”, entendida nesse sentido, substitui a palavra “aliança” do Antigo Testamento, e se opõe à pretendida união que o pagão crê poder realizar com as pseudo-divindades mediante os sacrifícios idolátricos. E essa unidade de cada um com Jesus realiza a comunhão própria e de todos. Essa comunhão não é nem muito menos uma simples justaposição de indivíduos; é pelo contrário, orgânica: constitui um “corpo”, que é a Igreja em virtude da bênção pronunciada sobre o pão e sobre o vinho da Aliança.
Marcos apresenta o leproso que é marginalizado por sua enfermidade “consequência de seu pecado”, segundo a tradição judaica. A lepra era a maior muralha social e, ao mesmo tempo, uma doença que somente Deus podia curar ante o pedido humilde do “impuro”. Jesus não repara em tocar o intocável e, em lugar de ficar contaminado, comunica sua própria “pureza”.
O segregado fica reintegrado. É um gesto grandioso e revelador. O leproso é convidado a não proclamar sua cura, mas se converte em testemunha da ação de Jesus e anuncia abertamente a ação libertadora de que tinha sido objeto.
Jesus tem o poder de integrar em seu ministério a todos e a tudo; rompe com todos os esquemas de exclusão; sua prática pretende abolir as fronteiras que dividem os seres humanos.
Lição de vida: o discipulado não se pode converter num grupo fechado de “eleitos”, mas tem de saber descobrir os ambientes de marginalização que a sociedade vai criando; e sua missão será reintegrar todos os separados, para que sejam participantes da misericórdia de Deus, que sempre está disposto a ir em busca da ovelha perdida para trazê-la de volta ao redil.