Missionários Claretianos
"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
Home > Serviço Bíblico > 4/7/2010

Serviço Bíblico

D
S
T
Q
Q
S
S
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Receba em seu e-mail o Serviço Bíblico Claretiano

 

Buscar nos arquivos

Dia:
Mês:
Ano:

 

 

O que é Serviço Bíblico ?

 

Acesse em: Espanhol Português Brasileiro Italiano

Serviço Bíblico Latino Americano

Domingo, 4 de julho de 2010

 

São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Solenidade).

 

Outros Santos do Dia: Santa Isabel, Rainha de Portugal, Ageu (profeta bíblico do Antigo Testamento), Alberto Quadrelli (bispo), André de Creta ou de Jerusalém (bispo), Aureliano de Lião (monge, bispo), Berta de Blangy (viúva, monja), Finbar de Wexford (abade), Inocente, Sebastião e Companheiros (mártires), Jucundiano da África (mártir), Lauriano de Sevilha (mártir), Odo de Cantuária (monge, bispo), Oséias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Teodoro de Cirene (bispo, mártir), Ulrico de Ausburgo (bispo).

 

Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 12, 1-11.
Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes.
Salmo responsorial: 33, 2-9.
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
Segunda leitura: 2 Timóteo 4, 6-8,17-18.
Agora está reservada para mim a coroa da justiça.
Evangelho: Mateus 16, 13-19.
Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

 

Is 66,10-14: Como a mãe consola um filho, assim eu os consolarei. O terceiro Isaías mostra a alegria do povo de Israel quando contempla seu renascer, depois de todas as amarguras do desterro, e ela a mostra com a figura do parto e dos filhos recém nascidos que necessitam da mãe para mamar de seus peitos e receber seu consolo, levados em seus braços e acariciados em seu colo. Estão na mão do Senhor e como a uma criança a quem sua mãe consola, assim os consolarei eu.


A figura de Deus Mãe é muito querida para os profetas. Sem dúvida, a experiência familiar do pai, da mãe e dos filhos, é talvez a mais admirável e compreensível para todos, quando se quer falar do amor de Deus.


Quando a Bíblia fala de Deus Pai, certamente não está determinando o gênero masculino da divindade. É certo que esta denominação e esta tradução estão condicionadas sociologicamente e sancionadas por uma sociedade de caráter varonil. Porém, realmente, Deus não deve ser concebido simplesmente como um homem. Especialmente nos profetas, Deus apresenta traços femininos maternais. A noção de Pai, aplicada a Deus, deve ser interpretada simbolicamente e transexual, que é a primeira e a última de todas.


O profeta Oséias, no capítulo 11, traz um dos textos mais belos do Antigo Testamento. A experiência do amor de Deus faz dizer ao profeta que o Senhor exerceu as tarefas de pai-mãe para com seu povo. Também outros profetas apresentam a Deus com características materno-paternais: um Deus que consola seus filhos que choram, porque os conduz para torrentes por via plana e sem tropeços (Jr 31,9); um Deus que sente dor na repreensão: Se és meu filho querido, Efrarim, meu filhinho, meu encanto! Cada vez que o repreendo me lembro dele, comovem-me as entranhas e sou movido de compaixão (Jr 31,20).


Essa ternura do amor de Deus fica expressa de maneira inigualável na figura da mãe: Pode uma mãe esquecer-se de seu filho, deixar de querer bem ao filho de seu ventre? Pois ainda que ela se esquecesse, eu não te esqueceria (Is 49,15). Assim como a mãe consola o filho, assim eu os consolarei (Is 66,13). Realmente o povo se sentia filho de Javé.


Desde a primeira experiência salvífica de Deus na saída do Egito, o Senhor ordenou a Moises dizer ao Faraó: Assim diz o Senhor. Israel é meu filho primogênito, e eu te ordeno que deixes sair a meu filho para que me sirva (Ex 4,23). A experiência de Deus-Pai dava essa segurança aos israelitas que não permitia sentirem-se órfãos porque, “se meu pai e minha mãe me abandonam, o Senhor me socorrerá” (Sl 27,10).


A paternidade de Deus evocava também uma atenção especial a uma relação de proteção diante daqueles que necessitavam de ajuda e cuidado. Os profetas mostram a predileção de Deus pelos pobres, pelos pecadores, pelos órfãos e pelas viúvas, em uma palavra, por todos aqueles que somente podiam esperar a salvação da intervenção amorosa do Pai-mãe que se preocupa mais pelos filhos desprotegidos e abandonados do que pelos demais.

 

O Salmo 65 (66): Bendito seja Deus que não retirou de mim o seu amor. Trata-se de um salmo cuja primeira parte é um hino de louvor e depois, a partir do versículo 13, continua com uma ação de graças. Os motivos do louvor são o poder soberano de Deus em favor da humanidade, dos prodígios que viveu o povo na saída do Egito, a passagem do Mar Vermelho e como os inimigos foram se rendendo.


O convite é para que todos os povos louvem o Senhor, já não pelas ações do passado, mas pelos benefícios à comunidade do salmista que se convertem então em motivos para ação de graças: perigos e provas diante das quais a comunidade busca o Senhor que os escuta. Todo o salmo é um convite para que a terra inteira, o povo de Israel, todos os fiéis louvem a Deus que salva e protege, ainda que permita que passemos por fortes provas.


Gl 6, 14-18
: Para que gloriar-me no humano, se não  posso gloriar-me senão na cruz de Cristo? Na despedida da carta aos Gálatas, Paulo, de maneira muito sintética, reafirma dois de seus temas preferidos. A salvação não se dá pela Lei, e o homem em Cristo é uma nova criatura. A circuncisão era uma manifestação clara do cumprimento da Lei, porém Paulo diz aos Gálatas que a salvação não provém da lei e sim de Cristo. E se apóia na Cruz, sinal de ignomínia para os romanos, os pagãos e para os judeus, mas que agora é sinal de vitoria e de salvação, e por isso Paulo se gloria nela, como também todos os cristãos, porque dela brota a vida.


Circuncidar-se não é o mais importante. O que importa é renascer como nova criatura. O mundo da lei morreu. Já não há diferença entre judeus e pagãos. Já não há circuncisos e incircuncisos, o que conta agora é o homem novo, o homem que é capaz de superar a tragédia do pecado e realizar o processo da ressurreição de Jesus, para viver como uma pessoa nova.


Lc 10, 1-12.17-20:
Envio dos 72 discípulos. Pela segunda vez no evangelho de Lucas, Jesus envia seus discípulos em missão. Agora chegou a época da colheita e são necessários muitos operários para recolher a messe; são setenta e dois, um número que evoca a tradução dos setenta em Genesis 10, onde aparecem setenta e duas nações pagãs. Jesus vai caminhando para Jerusalém, o caminho que deve ser modelo para a Igreja futura. Partem de dois em dois para que o testemunho tenha valor jurídico, segundo a lei judaica (cf. Dt 17,6; 19,15).


A missão não será fácil; deve ser desenvolvida em meio à pobreza, sem alforje nem provisões. A missão é urgente e nada pode atrapalhá-la, por isso não podem deter-se para saudar a ninguém pelo caminho; tampouco os discípulos devem forçar a ninguém a escutá-los, porém é preciso anunciar a proximidade do Reino.


Este modelo de evangelização é sempre atual. Certamente é uma tarefa difícil quando se trata de ser fiel ao evangelho de Jesus. Muitas vezes, por uma falsa compreensão da inculturação, se fazem concessões que vão contra a essência do evangelho.

Quando os discípulos regressam da missão estão cheios de alegria. Há uma expressão que merece um pouco de atenção: Até os demônios se nos submetem em teu nome. Que significado tem os demônios? Uma breve explicação do termo está no final.


Jesus manifesta sua alegria porque as forças do mal foram vencidas, porque ele rechaça qualquer forma de demônio e exorta a seus discípulos e não vangloriar-se pelas coisas deste mundo.
O importante é ter o nome inscrito no céu, isto é, participar das exigências do Reino e viver de acordo com elas (cf. Ex 32,32). Há outro motivo de alegria para bendizer ao Pai.

Seus discípulos são uma amostra de que o Reino se revela aos simples e humildes. Não é o conhecimento o que permite a experiência do Reino, mas a experiência de Deus por meio do contato íntimo com Jesus e seu seguimento.

Indique esta página

Nome
E-mail
Destinatário
E-mail

   Indicação realizada com sucesso

2000-2007 Portal Claret - Desenvolvido por: Claretiano Web Center