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"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
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Serviço Bíblico

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Domingo, 8 de fevereiro de 2009
5º domingo do Tempo Comum

Santos do Dia: São Jerônimo Emiliani (presbítero), Santa Josefina Bakhita (virgem), Dionísio, Emiliano e Sebastião (monges mártires da Armênia), Elgiva (abadessa, virgem), Estêvão Cuénot (bispo, mártir), Estêvão de Grandmont (abade), Honorato de Milão (bispo), Jacoba de Settesoli (franciscana terciária),João Carlos Cornay (mártir de Tonkin), João da Mata (presbítero, fundador da Ordem dos Trinitários), Juvêncio de Pavia (bispo), Niceto de Besançon (bispo), Paulo, Lúcio e Ciríaco (mártires de Roma), Paulo de Verdun (monge, bispo), Pedro Igneus (bispo, cardeal), Quinta da Alexandria (virgem, mártir).

Primeira Leitura: Jó 7,1-4.6-7
“Meus dias se consomem sem esperança”
Salmo Responsorial: Sl 146(147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a)
Ele cura os que têm o coração ferido.
Segunda Leitura: 1Coríntios 9, 16-19.22-23
Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Evangelho: Marcos 1, 29-39
Curou a muitos enfermos.

Jó se dirige, pela primeira vez diretamente a Deus. Faz uma longa descrição de sua enfermidade, para comprovar que o leva diretamente à morte e ao esquecimento. Compara a condição humana à de um escravo ou de um soldado, com tudo o que estas vidas tinham de loucura e de decadência naquela época.

Por sua parte, Paulo destaca que a vocação dele é um ônus. Não foi ele quem a escolheu, mas que está a serviço de um Senhor que lhe impõe uma tarefa. O oportunismo de que o apóstolo dá mostras às vezes não se pode atribuir, portanto, a um afã de notoriedade pessoal ou à defesa dos direitos adquiridos. Paulo é mais explícito a este respeito: o cargo apostólico é uma réplica da missão do servo sofredor (Isaías 50, 4-11). Compara muitas vezes seu ministério em Corinto com a missão do servo de Deus. O relativismo do apóstolo em determinados problemas não é, portanto, uma política pessoal, mas o próprio sinal de sua missão a serviço do Senhor, que lhe impõe servir a cada um dos seres humanos adaptando-se a tudo o que é bom neles, com o fim de que tudo isso se converta em pedra de toque do reino de Deus.

O evangelista Marcos apresenta um sumário sobre os milagres de Jesus. Isto é um gênero literário muito especial. Trata-se de um quadro de conjunto no qual há abundantes procedimentos de generalização, inclusive de exagero: por exemplo, na menção do número considerável de doentes curados.
Neste sumário há lugar para as intervenções pessoais, e Marcos não deixa de introduzir um tema que lhe é predileto: o silêncio que Jesus impõe aos demônios ou aos sujeitos dos milagres, no começo de seu ministério.

Esta reação é muito compreensível e consiste numa espécie de pudor que o homem experimenta para com tudo o que nele vem de mais acima. Jesus oculta seu poder taumaturgo ou curador porque o considera como uma força superior a seus meios humanos, e porque não quer que seu messianismo e poder sejam entendidos de forma destorcida. Marcos viu nesse silêncio uma defesa contra a incompreensão de que o Mestre se vê envolvido.
A palavra que está semeando corre o perigo de ser recebida com um entusiasmo nacionalista e de provocar desagradáveis julgamentos errados a respeito de sua missão, como se Jesus desconfiasse de uma publicidade exterior e fanática.

Jesus rejeita o êxito ambíguo; o ideal missionário é o fermento de sua vida. O evangelista sublinha a preocupação de Jesus em educar já seus discípulos nesse estilo de vida missionária.

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